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Rondas Solidárias

Projeto Ruas2

Não são raras as vezes que passamos por um grupo de pessoas dando de comer e beber a moradores de rua. A atitude divide opiniões. Até que ponto a ajuda é benéfica? O ingrediente que faltava, talvez, não estava somente na cozinha. Pessoas interessadas em desenvolver essa ideia criaram o Projeto Ruas (Ronda Urbana de Amigos Solidários), que acrescenta ao delivery um pacote de informações e estímulo.

Funciona assim: semanalmente, às terças-feiras, das 21h à 1h, voluntários se reúnem em pontos fixos dos bairro cariocas do Leblon ou de Botafogo para distribuir alimentos, material de higiene pessoal, vestuário e — por que não? — oferecer palestras motivacionais com médicos, psicólogos, dentistas e até astrólogos. Tudo é adquirido através de parcerias e doações. A novidade foi tão bem aceita que os beneficiados aguardam ansiosos os dias da visita:
Aprofundamos as relações, passamos mais tempo com as pessoas, empoderando-as. Os voluntários jantam com o pessoal de rua e, depois dessa etapa de socialização, a gente entrega os conteúdos do projeto: informação e estímulo. A proposta é oferecer ferramentas que eles possam impactar sua região — explicou o engenheiro de produção Murilo Sabino, idealizador do projeto.

Cada especialista contribui com seus conhecimentos. Os psicólogos, por exemplo, fazem dinâmicas em grupo para estimular a autoestima e a criatividade. Num dos encontros, os participantes foram desafiados a modelar com argila o que queriam para o futuro. Os integrantes também dão instruções de como retirar documentos pessoais.

Para atrair mais voluntários e, quem sabe, criar uma “franquia social” do projeto, os integrantes fixos fazem uma chamada aberta nas redes sociais, direcionada à comunidade onde o trabalho será realizado. No Leblon, os encontros acontecem na Praça Cazuza. Já em Botafogo, a turma se reúne na esquina das ruas Nelson Mandela com São Clemente.

O projeto começou tímido, em 2014, e foi se estruturando ao longo dos meses. Para chegar ao formato atual, Murilo se especializou no curso de extensão “Desenvolvimento de Negócios Sociais e Inclusivos”, da ESPM Rio, com o objetivo de replicar o modelo e monetizá-lo.

Fonte: http://extra.globo.com/